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As 20 melhores séries de 2018
Por Laysa Zanetti, Katiúscia Vianna — 16/12/2018 às 09:09
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Chegou a hora das melhores do ano!

Entra ano, sai ano e a TV continua fazendo mais séries do que a mente humana é capaz de absorver. Por isso, mais do que apenas reconhecer as produções mais relevantes dos últimos doze meses, as listas de melhores séries acabam tendo uma função a mais: ajudar você, leitor, a decidir o que merece ou não entrar para a sua fila pessoal de séries a colocar em dia.

2018 foi um ano proveitoso em seus próprios termos. Há muitas grandes séries, mas poucas que são realmente excelentes. A lista a seguir, elaborada em conjunto pelas críticas de TV do cinema, leva em consideração mais do que apenas as características técnicas das 20 selecionadas, uma vez que contexto social e político faz grande diferença em tempos tão divisíveis. 

Ainda assim, é necessário ressaltar que os detalhes que separam o primeiro e o quinto lugares, especificamente, são quase inexistentes. E que, ao fim da matéria, é possível encontrar as listas pessoais dos membros da equipe editorial do cinema.

Sem mais delongas. Com vocês, as 20 melhores séries de 2018.

20º lugar - Big Mouth (Netflix)

Divulgação/Netflix

Inteligente, espirituosa e cheia de piadas subjetivas, Big Mouth é uma das séries animadas “para adultos” que podem fazer de tudo. O seu ponto de partida é desbocado e corajoso, e todo o constrangimento causado é proposital. Em sua segunda temporada, a comédia de Andrew GoldbergNick Kroll continua confrontando a fase de transição da adolescência com a alegria da primeira, mas o faz de forma mais madura e transferindo aos personagens o poder de decisão e a capacidade de errar e consertar com ainda mais clareza. É genuinamente cômica e mais profunda do que uma série com monstros do hormônio deveria ser capaz de ser. Leia a crítica do cinema.

19º lugar - American Vandal (Netflix)

Divulgação/Netflix

Muitas são as séries (e muito mais são os filmes) que tentam capturar o universo adolescente. No entanto, são poucos os que conseguem fazê-lo de forma eficiente. American Vandal é um dos raros exemplos positivos. Com sua trama escatológica e sem remorso, a segunda temporada do falso documentário (infelizmente cancelado) mostra o caráter nocivo das redes sociais sem demonstrar condescendência, é provocativo e ambicioso, e entende tão bem o universo que se dispõe a explorar que sugere um distúrbio psicológico a partir de pontos finais depois de emojis. Quem é que faz isso, mesmo, afinal de contas? “Uma história que começou como uma comédia de escatologia traz uma conclusão surpreendentemente sensível, que faz o espectador repensar tanto o lado do culpado quanto o da vítima como raramente se vê em tramas adolescentes.” Leia a crítica do cinema.

18º lugar -  Demolidor (Netflix)

Divulgação/Netflix

Não superou o cancelamento de Demolidor? Nem a gente. Após uma segunda temporada bem mediana, a reta final da jornada de Matt Murdock (Charlie Cox) recuperou o frescor que fez o público se animar com a parceria Marvel/Netflix. Cox e Vincent D'Onofrio seguem liderando tal trama com grandes performances e as coreografias de luta atingem outros níveis de ousadia. Afinal, aquele incrível plano-sequência de 11 minutos entrou para a história da TV. “A trama de Demolidor S03 é envolvente e empolgante, sendo bem sucedida ao oferecer belas cenas de ação, incluindo a já clássica luta num corredor. Se você desistiu do herói no meio de Os Defensores, está na hora de pensar em voltar.”  Leia a crítica do cinema.

17º lugar - Good Girls (NBC/Netflix)

Divulgação/NBC

Good Girls é uma comédia despretensiosa e divertida que dá uma guinada feminina na história do pai de família que se torna um vilão. Com um elenco que esbanja competência — estamos falando de Christina HendricksMae WhitmanRetta —, a comédia dramática (ou seria o drama cômico?) de Jenna Bans traz todos os elementos de um drama clássico, mas o seu diferencial está exatamente na natureza humana das questões de cada uma dessas mães. “Além disso, o fato de as protagonistas não serem jovens em seus 20 anos, ou adolescentes, mas sim mulheres com uma experiência de vida — e mulheres em diferentes fases, idades e com diferentes problemas — torna a trama mais orgânica e leve.” Leia a crítica do cinema.

16º lugar - The Handmaid’s Tale (Hulu/Paramount Channel)

Divulgação/Hulu

Fenômeno do ano passado, The Handmaid’s Tale não pôde entrar na lista de 2017, pois ainda não tinha chegado ao Brasil. Isso finalmente aconteceu, mas a redação do cinema também precisa considerar a segunda temporada da adaptação da obra de Margaret Atwood — que é, claramente, inferior aos episódios iniciais. Por mais que ainda tenha bons momentos e grandes atuações de Yvonne Strahovski e Elisabeth Moss, a sequência desse drama faz que ele assuma uma posição mais baixa nessa lista. Mas sua crítica política ainda é apreciada (e bem necessária) nos dias atuais.

15º lugar - Homecoming (Prime Video)

Divulgação/Prime Video

Todo mundo já sabe que Sam Esmail é uma das revelações criativas de sua geração após seu ousado trabalho em Mr. Robot. Mas ele alcança outro patamar estético em Homecoming, ao mesmo tempo que a adaptação do podcast homônimo ainda culmina numa das melhores atuações de Julia Roberts, que abraça todos os desafios que surgem em sua frente. Outro bônus é sua divisão em apenas dez episódios de 30 minutos cada. A vida corrida de quem maratona séries agradece... E muito! “Homecoming é criativa e desafiadora, com mistérios atraentes que vão sendo resolvidos corretamente ao longo do caminho, e não apenas no fim da temporada. A série faz uma reflexão sobre traumas e efeitos colaterais, e nisso se sai muito bem.” Leia a crítica do cinema.

14º lugar - GLOW (Netflix)

Mais aprofundada no exercício da forma, a segunda temporada de GLOW melhora o que a primeira já havia feito bem. Aqui, a comédia entende melhor quem são cada uma de suas muitas personagens, e as explora para trazer à tona diferentes expressões do feminismo, a partir das histórias de vida completamente opostas de um grupo heterogêneo. “O discurso está completamente atento ao contexto do século XXI, e leva em consideração os recentes movimentos contra o assédio, #MeToo e Time’s Up. O texto está muito mais direto e complexo, e mesmo as personagens menores têm um arco em desenvolvimento; ninguém é deixado de fora.” Leia a crítica do cinema.

13º lugar - Cara Gente Branca (Netflix)

Divulgação/Netflix

A ausência de Dear White People (no original) nas disputas da temporada de premiações é inaceitável, Hollywood! Em sua segunda temporada, a comédia dramática de Justin Simien surgiu ainda mais ácida e competente, aprofundando sua trama — principalmente nos episódios 8 e 9. Além disso, soube valorizar personagens que roubaram a cena no ano passado, como Coco (Antoinette Robertson) e Joelle (Ashley Blaine Featherson). “A crítica social de Cara Gente Branca encontra um caminho mais obscuro, refletindo como séculos de opressão ainda mantém marcas em nossa sociedade atual. Não é a toa que o estilo de Simien insiste na quebra da quarta parede. O que acontece no campus daquela faculdade reflete a confusão que encontramos todos os dias.” Leia a crítica do cinema.

12º lugar - Sorry for your Loss (Facebook Watch)

Divulgação/Facebook Watch

Provavelmente, esta é a série menos popular do ranking, mas você deveria colocá-la na sua lista de maratonas. E logo! Produção do ainda novato Facebook Watch, Sorry for your Loss é a história sobre uma jovem viúva tentando lidar com o luto é uma das jornadas mais sinceras apresentadas na TV contemporânea. Sem ter medo de falar sobre temas delicados como distúrbios mentais e vícios, o drama é capaz de de envolver o espectador de forma singela. Isso sem falar das grandes atuações de Elizabeth Olsen e Kelly Marie Tran.

11º lugar - Insecure (HBO)

Divulgação/HBO

A vida de um jovem adulto tentando encontrar o seu lugar no mundo entre um bico e outro não é tão glamurosa quanto faz parecer séries como Sex and the City. Pelo contrário, aliás. A comédia criada e protagonizada por Issa Rae segue em seu terceiro ano sendo um dos retratos mais honestos da juventude millenial — e quanto mais cedo você aceitar que isso não é uma ofensa, melhor. Ao mesmo tempo que é densa, Insecure é honestamente acessível, divertida e sexy — que o diga o episódio 5, “High-like.” A cada ano que passa, Insecure vai se transformando em uma série mais segura de si e dona de um discurso que transcende o encantador. É uma pena que os episódios passem tão rápido.

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